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sábado, 31 de janeiro de 2009

2 - Código da autocrítica - pensar nas consequências dos comportamentos

Icon O Código da Inteligência de Augusto CuryO código da autocrítica segundo Cury tem a ver com a auto-avaliação, com a capacidade de ponderarmos os nossos actos, avaliar os nossos comportamentos, e ajustá-los e corrigi-los.

É pensar antes e depois. Pensar antes de reagir e pensar nos resultados dos nossos actos.

Cury diz que os nossos comportamentos são como sementes. Pequenas e frágeis mas que podem rapidamente se disseminar, no imediato ou num futuro mais distante.

Aconselha a nos lembrarmos que:
  1. gastar demasiado pode trazer angustias futuras
  2. o sucesso é efémero
  3. trabalhar com conta e medida, pois a saúde não dura sempre
  4. levar os estudos a sério
  5. o amor não dura para sempre, é preciso cultivá-lo

A espontaneidade, o respeito, o amor e a admiração

As nossas expressões expontâneas influenciam muito mais os outros do que o que dizemos de forma elaborada e pensada. Isto, segundo ele, tem a ver com o registo "fotográfico" da mente humana - pelo fenómeno RAM - Registo Automático da Memória. Este fenómeno capta as reacções expontâneas e regista as que têm mais peso emocional.

As pessoas respeitam-nos mais pela imagem que construímos nelas do que pelas palavras que proferimos. Esta imagem psíquica vai determinar o grau de admiração, que por sua vez, determina o impacto dos nossos actos.

Cury diz que precisamos de uma estratégia para provocar o fenómeno RAM, pois não é fácil refazer as imagens plantadas no inconsciente, mas é possível.

Para isso é preciso reciclar velhos comportamentos e lembrarmo-nos que não se pode pedir a ninguém para nos amar ou admirar, ou respeitar.

Diz que para decifrar o código da autocrítica é necessário procurar decifrar o código do amor e da admiração:
  1. elogiar antes de criticar
  2. ter reacções generosas e surpreendentes
  3. falar menos e agir mais
  4. humanizar-se, abrir-se aos outros, expor as nossas falhas e fraquezas
  5. Descobrir as pessoas que amamos, os seus gostos, interesses, preocupações
  6. deixar de querer ser perfeito

Antes de criticar os outros temos que pensar no impacto que os nossos actos vão ter na sua mente, ou seja temos que fazer a nossa própria critica.


Medos saudáveis

Os medos que são fruto de pensarmos nas consequências dos nossos comportamentos são medos saudáveis e imprescindíveis, pois podem levar a reflexões, a mudanças no nosso estilo de vida. Mas não podemos deixar que esses medos se tornem intensos, que bloqueiem a liberdade de viver pensar e agir.


Pensar antes de reagir

Pensar antes de reagir é fundamental, pois nos segundos que se seguem a um foco de tensão somos controlados por zonas de conflito que bloqueiam milhares de janelas light, impedindo o acesso a informações que nos forneceriam serenidade, coerência intelectual e raciocínio critico.

Cury diz que muitas vezes pensamos antes de reagir com estranhos, no dia a dia da nossa vida profissional por exemplo, mas frequentemente não o fazemos com as pessoas que amamos, no seio da nossa família.

Por isso diz que se deve praticar a oração dos sábios: o silêncio durante os focos de tensão.

Que não podemos viver sob a ditadura da resposta, devemos controlar a necessidade de reagir quando somos pressionados. Não contando até dez pois essa técnica não funciona, mas praticando o silêncio filosófico (libertarmo-nos da necessidade doentia de reagir em situações de stress) e a tolerância. "É melhor ser-se lento a pensar do que rápido a magoar."

"Quem se orgulha de dizer tudo o que pensa, magoa quem deveria ser amado e, portanto, não decifrou a linguagem do autocontrolo."

"As decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. Nesse cardápio necessitamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância."

"O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes; as reacções impulsivas são a bebedeira dos fracos."

"É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura académica, mas tolerante do que um ser humano possuidor de uma irrefutável cultura, mas saturada de radicalismo, egocentrismo e estrelato. A sabedoria e a autocrítica não se aprendem nos bancos de escola, mas no traçado da existência."

Exercícios propostos para decifrar o código da autocrítica:
  1. praticar a paragem introspectiva antes de reagir
  2. praticar a oração dos sábios, o silêncio em vez da ditadura da resposta
  3. não viver sob o binómio estimulo-resposta
  4. não ser escravo do que pensam e falam sobre si
  5. conquistar a admiração em vez do temor, provocando o fenomeno RAM com acções/reacções surpreendentes


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Um comentário:

Cristina Bernardes disse...

Passei para avisar que tem um prémio no meu blogue...

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