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domingo, 10 de abril de 2011

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

   Um clássico da literatura britânica, considerado por muitos o melhor livro da autora, sendo Lizzy, a personagem principal do romance, assumidamente a personagem favorita de Jane Austen dentre suas obras.
   Sim, um romance. Com a diferença que tanto a "mocinha" quanto o "mocinho" não são perfeitos, como já indica o título. E justamente por isso são capazes de evoluir e aprender com seus erros.
   Me chamou a atenção um detalhe curioso: embora Elizabeth, a protagonista, não seja uma heroína típica de histórias românticas, um leitor um pouco mais atento pode perceber que sua irmã Jane o é. Jane é resignada, bondosa, tem bom senso e é a mais velha e mais bonita dentre as cinco irmãs. Elizabeth é a segunda mais velha, a mais racional e a que melhor se dá com o pai extremamente sarcástico, além de ser muito bonita e bastante obstinada, é claro.
   Sua mãe é bastante fútil e seus pais estão longe de terem um casamento feliz. Suas irmãs mais novas são tão fúteis quanto a mãe, e chegam a carecer de bom senso. A família vive no interior e embora não sejam pobres, estão longe de serem ricos.
   Tudo começa com a chegada do Sr. Bingley, um homem jovem, atraente e solteiro que acabara de adquirir uma propriedade na região, e foi convidado para um baile local. Junto com ele, vão ao baile duas de suas irmãs, uma delas com o marido, e seu amigo Sr. Darcy, também um jovem e atraente solteiro de uma família ainda mais rica.
   Sr. Bingley logo se encanta por Jane, e dança e conversa normalmente com os habitante da região, enquanto o resto de seu grupo se mantém fechado a todas as tentativas de conversas ou convites para dançarem, especialmente o Sr. Darcy, o que ofende grandemente as pessoas dali.
   A partir disso, desenvolvem-se diversas situações, tanto para Jane quanto para Elizabeth, Darcy e Bingley, com algumas reviravoltas que podem exigir uma revisão de seus conceitos sobre as pessoas e sobre as próprias situações vivenciadas.
   Vale a pena conferir também a série homônima da rede de televisão britânica BBC, que tem 6 episódios no total e se mantém fiel ao livro, embora não o substitua.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Venenos de Deus remédios do Diabo

Sinopse: "O jovem médico português Sidónio Rosa, perdido de amores pela mulata moçambicana Deolinda, que conheceu em Lisboa num congresso médico, deslocou-se como cooperante para Moçambique em busca da sua amada. Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se-lhe revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba – a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e a sua Esposinha, a Misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento."

Quando comprei este livro foi essencialmente pela sua capa e pelo seu título controverso, não tinha lido nada que me despertasse a atenção para o adquirir.
Comprei-o simplesmente...

De início, achei a história estranha, demorei algumas páginas até entrar dentro do texto... mas a verdade é que em poucas horas li o romance todo.

A partir do meio do livro, os acontecimentos sucedem-se surpreendentemente. Não estavam certamente na minha lista de eventos possíveis ou plausíveis. Agradou-me sobretudo por esse aspecto, a imprevisibilidade que surge nos últimos capítulos. Existem para nós leitores assíduos, histórias que, com mais ou menos rigor conseguimos, sem desvalorizar nenhum livro, antecipar os factos ou as reacções das personagens.

Para quem quer ser surpreendido, leia este livro; não é um dos meus favoritos, não foi paixão, mas dou-lhe crédito por me ter surpreendido com uma história de amor deveras "estranha".

"Uma coisa aprendi na vida. Quem tem medo da infelicidade nunca chega a ser feliz." p.35

"Riem-se. Rir junto é melhor que falar a mesma língua. Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso." p. 113

"Talvez seja a espessura desse céu que faz os cacimbeiros sonharem tanto. Sonhar é um modo de mentir à vida, uma vingança contra um destino que é sempre tardio e pouco." p.155
Também publicado na Floresta das Leituras

sábado, 17 de janeiro de 2009

"Irmãs tão queridas", de Eileen Goudge

Irmãs tão queridas - Eileen Goudge
Gostei bastante.
A história desenrola-se ao longo de 30 anos começando por nos relatar as desavenças de Dolly e Eve, 2 irmãs em busca da fama no mundo do cinema muitas vezes não olhando a meios para a atingir, o que acaba por as separar drásticamente.A carreira de Eve acaba por desmoronar por culpa de Dolly.Anos mais tarde, com a morte de Eve Dolly acaba por reencontrar as 2 sobrinhas e ajudá-las por remorsos mas também por Amor.A vida destas 2 irmãs, Annie e Laurel, vai passar por por muitos encontros e desencontros, traições, mentiras mas também muito Amor o que fará com que a vida lhes sorria no final, mas não da forma como esperamos ;) pois a autora mantém tudo em aberto até ao final.De referir ainda as referencias ao chocolate! Para quem é guloso é maravilhosa a descrição das trufas feitas pela Annie e da Feira de Chocolate!
A história é-nos contada de uma forma engraçada já que a autora relata os factos mas muito à frente na história é que nos mostra o que originou a esses factos.
Vai deixando "pontas soltas" ao longo de toda história de maneira a manter sempre o leitor interessado.
Um livro a não perder.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"A Decadência do Sonho" de José Manuel Arrobas

A Decadência do Sonho de José Manuel Arrobas Porquê " A Decadência Do Sonho " ? Não sei ... sempre fui apologista de que não somos nós a escolher os livros, mas sim eles que nos escolhem ! Comigo, sucedeu isso ... ao percorrer com o olhar os três títulos, a empatia que senti perante este foi tão forte e imediata que "peguei" logo nele .Confesso que estou a sentir alguma dificuldade para transformar em letras, palavras, frases, texto, tudo aquilo que senti à medida que ía lendo as reflexões, memórias de Pedro e Mariana, mas indubitavelmente as de Pedro.
Pedro Miranda de Sousa ... quem és tu ?
Para mim, alguém que me faz sonhar ... alguém que me faz pensar nas coisas simples e bonitas da vida ... alguém em cujos gostos me revejo ... alguém que ao longo de 138 páginas sempre soube como colocar um sorriso nos meus lábios ... alguém que me fez voltar a ter vontade de escrever ... alguém que gostava que existisse fora da minha imaginação !
Será ele Narciso à espera de Goldmundo ?
Talvez ... Pedro, o pensador de espírito ascético, o intelectual reflexivo, aquele com o qual aprendemos a pensar e Miguel, possuidor de uma natureza instintiva que partiu em busca de "outros mundos" .
Uma coisa é certa, tal como no belíssimo romance " Narciso e Goldmundo" de Hermann Hesse também aqui existe entre Pedro e Miguel uma mágica ligação simbiótica .
Todo o restante livro é um constante desfilar do infinitamente belo: Luchino Visconti com a sua esplêndida " Morte em Veneza "; os Deuses da mitologia greco-romana, com especial ênfase em Baco e Dionísio; " Arte de Amar " de Ovídio; o pensamento oriental; as mandalas; as vivências passadas ( sim, porque acredito nelas ) ...
Agora, imaginem este desfile com o mar como pano de fundo no qual ondulas ao sabor das correntes de Requiem ...
Também simplesmente intenso e adorável o jogo das frases entre Pedro e Mariana, a ver quem conseguia ser mais poeta ...
" - estar aqui a memorizar-te, nestas páginas de incerteza, é sentir-te vivo nesta luz que me ilumina, feita da tua beleza.
- porque te hei-de sofrer, lágrima do meu destino ?
- que escorra azul dos teus olhos e sejas boca do meu sorriso.
- terna foi tua mão quando tocou ao de leve esta minha sensação. "
Adorei este livro tão simples, mas profundo !
Pela primeira vez, senti alguma dificuldade em retirar dele excertos e publicar no meu blog, como vem sendo hábito .
Isto porque todas as palavras e frases libertavam uma magia e tocavam-me de tal forma, que corria o risco de ter que transcrever o livro inteiro ! ;)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Melancia - Marian Keyes

Melancia - Marian KeyesMelancia é o tipo de livro que você deveria ler nas férias, de pernas pro ar. Porque é um livro leve e divertido de ler.

A história é um pouco comédia, um pouco drama que trata de uma heroína, Claire, comum como toda mulher que acaba de ter um bebê e fica do tamanho de uma melancia além de ter sido abandonada pelo marido, e depois vive uma reviravolta quando percebe que ele retorna para a sua vida, mas ela o aguarda com uma surpresa.

Mistura romance com muito senso de humor.
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